terça-feira, 13 de outubro de 2009

ASSIM SOMOS NÓS

(Gyane Oliveira - professora do 4º e do 5º ano)

Não sei o que combina mais comigo,
Uma poesia, um livro, retas paralelas,
Sinceramente fico pensando
em dar volta completa na
Circunferência chamada vida.

Dê-me um ponto
Por ele passarei infinitos segmentos de sentimentos
Paixão, amor, raiva, gratidão, alegria, vida...
Só não me limite
Na verdade, sou aquele
Que prefere dividir o que possui,
Do que ter apenas que somar ou subtrair.

Sou aquele que se sente feliz
Quando percebe que a trilha que
Abriu tem sido multiplicada por muitos.

O mestre tem na sua realização o aprendizado
Do perímetro ao quadrado.
Até a área total no ponto infinito
É por isso que essas palavras
Não podem parar
Essas são iguais ao ângulo dinâmico
Circula em todas as direções.

Para quem optou por esta carreira
Que muitas vezes é dolorosa e cheia de incógnitas.
Sejas tu mediador, abnegado coração
Que se sensibiliza com os olhos sedentos
Por uma vida múltipla de luz.
Que essa luz, esteja na simetria do teu corpo,
Em seu coração, em seu olhar prismático.

Que paciência a tua.
Mas, mostraste ao mundo
Que ensinas
Não a dizer: não sei
Mas a dizer: ainda não sei.

Tenhas sempre coragem
E tente resolver alguns problemas da vida.
Esta é a sua chance de aprender.
A vida vive-se com o tempo.
Pois vivemos em função dele.

Que bom que existe um dia
Reservado para todos nós!
Continuem com sua obstinação incontida,
Pois graças a ela, eu, você, vocês nunca desistiram.
Pois, ao final diremos: Foi difícil, mas venci!

Beijos!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

SONHO IMPOSSÍVEL
(Chico Buarque)

Sonhar
Mais um sonho impossível
Lutar
Quando é fácil ceder
Vencer
O inimigo invencível
Negar
Quando a regra é vender
Sofrer
A tortura implacável
Romper
A incabível prisão
Voar
Num limite improvável
Tocar
O inacessível chão
É minha lei, é minha questão
Virar esse mundo
Cravar esse chão
Não me importa saber
Se é terrível demais
Quantas guerras terei que vencer
Por um pouco de paz
E amanhã, se esse chão que eu beijei
For meu leito e perdão
Vou saber que valeu delirar
E morrer de paixão
E assim, seja lá como for
Vai ter fim a infinita aflição
E o mundo vai ver uma flor
Brotar do impossível chão

Um comentário:

ANA LÚCIA disse...

Tia Gy, nessa circunferência chamada vida acho que o que mais combina com você além de uma poesia, de um livro e de uma reta paralela é essa sua maneira extremamente lúdica e intensamente séria de transmitir “a lição” como se dizia nos meus tempos, quando o conhecimento ia além da aprendizagem dos conceitos e definições.
Bem, Tia Gy, deixo registrado aqui, embora um pouco atrasado, minha admiração e respeito a você que aqui representa todos os que fazem parte dessa família chamada ENCONTRO.
Um grande abraço,
Ana Lúcia (vó de Maria Cecília)